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A Luteína e a Saúde Cardiovascular
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Saúde Cardiovascular

A luteína pode reduzir os riscos de doenças cardiovasculares?
O interesse na prevenção de doenças cardíacas pelos carotenóides deriva da descoberta em estudos epidemiológicos que indivíduos com consumo mais alto de frutas e vegetais têm um menor risco de doenças e ataques cardíacos coronarianos**32,33. As populações mediterrâneas têm o mais baixo índice de mortalidade por doença cardíaca coronariana da Europa 34. Quando alimentos comuns na dieta mediterrânea foram analisados quanto ao conteúdo carotenóideo, foram detectados altos índices de luteína e se correlacionavam bem com os altos índices relativos de soro de luteína encontrados na população grega 35. Os autores deste estudo teorizam que isto pode contribuir para a baixa taxa de mortalidade por doenças cardíacas coronarianas apresentada por este grupo.

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Como a luteína protege contra doenças cardiovasculares?
O mecanismo exato da suposta habilidade da luteína de proteger contra doenças cardiovasculares é desconhecido até o momento; entretanto, três estudos (coletivamente conhecidos como O Estudo de Arteriosclerose de Los Angeles 8) publicados pelo Dr. James Dwyer na Universidade do Sul da Califórnia sugerem que o efeito protetor da luteína deve-se ao menos em parte a um mecanismo antioxidante.** Primeiramente, a pesquisa do Dr. Dwyer indicou que à medida que a concentração de luteína no plasma aumentava, o espessamento médio-intimal da artéria carótida diminuía em homens e mulheres. O espessamento médio-intimal da artéria carótida tem sido bastante associado aos riscos de doenças e ataques cardíacos coronarianos. Depois, ele incubou células endoteliais e de músculos lisos de aortas humanas com luteína e descobriu uma inibição significativa de reações inflamatórias de monócitos à LBD (Lipoproteína de Baixa Densidade) presa à pareda da aorta. Por fim, a pesquisa do Dr. Dwyer descobriu que a suplementação de luteína reduziu significativamente o tamanho das lesões arteroscleróticas no arco da aorta de camundongos que se sabia que tinham desenvolvido graves lesões arteroscleróticas.** Além disso, a luteína reduziu significativamente os níveis de marcadores de tensão oxidativa e de plasmas LDMB + LDI (Lipoproteína de Densidade Muito Baixa + Lipoproteína de Densidade Intermediária).** Estes resultados sugerem que pode haver um efeito positivo da luteína na progressão de arterosclerose precoce.**

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