Perguntas Frequentes (FAQs) sobre a Luteína
O que é luteína?
Luteína é um carotenóide abundantemente encontrado em frutas e vegetais, especialmente vegetais folhados verdes escuras tais como espinafre e repolho crespo. Também está presente em alimentos como milho e gema de ovo. A luteína é encontrada na natureza ao lado de um carotenóide presente em menor quantidade chamado zeaxantina. Os carotenóides são os componentes que dão cor às plantas e atuam como antioxidantes.
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Qual é a função da luteína?
A luteína é um antioxidante que pode auxiliar na proteção dos olhos e da pele contra reações de oxidação eliminando radicais livres.** A luteína também pode filtrar a luz azul de alta energia que pode danificar a mácula, que é a área da parte de trás da retina.**
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Onde ela se encontra no corpo humano?
A luteína está presente nos olhos, soro, pele, cérvix, cérebro e seios. Nos olhos, a luteína concentra-se bastante na região macular da retina e está dispersa em quantidades menores ao longo da retina, nos corpos ciliares da íris e do cristalino.
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A luteína pode atuar como protetora em quais condições de saúde?
Estudos mostram que a luteína pode reduzir os riscos de degeneração macular senil. ** 1, 2, 3 Trabalhos mais recentes sugerem que a luteína exerce um papel importante no auxílio à redução de riscos de catarata.** 4, 5, 6 Novos conhecimentos sugerem que a luteína também pode exercer um papel importante na saúde cardiovascular 8, 9, 10, 11, 12 e na saúde da pele 13, 14, 15, 16, 17.**
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O seu corpo pode produzir luteína?
Não. O corpo humano é incapaz de fabricar luteína. O consumo de alimentos contendo luteína ou de suplementos dietéticos que contenham luteína é o único meio de seu corpo obtê-la.
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Eu preciso de quanta luteína?
Não há uma quantidade recomendável de ingestão de luteína. Evidências sugerem um consumo de 6 mg a 20 mg por dia. Você pode consultar seu médico para determinar qual o nível de dosagem aceitável baseado em seus atuais estado de saúde e dieta de ingestão de luteína.
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O que são os “ésteres de luteína”? São o mesmo que luteína purificada?
Os ésteres de luteína algumas vezes são usados em produtos no lugar da luteína purificada. Os ésteres de luteína são quimicamente diferentes da luteína, e requerem digestão enzimática no intestino delgado para permitir que a luteína seja absorvida pelo corpo. A luteína purificada é absorvida diretamente pelo corpo sem precisar de digestão enzimática. Os produtos contendo ésteres de luteína devem identificá-los como tal na lista de ingredientes ou na seção de fatos de suplementos.
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Saúde dos Olhos
O que é a degeneração macular relacionada com a idade (DMRI)?
A degeneração macular relacionada com a idade é uma doença que causa cegueira irreversível. Esta verifica-se quando existe degeneração das células (bastonetes e cones) da mácula, provocando perda de visão na região central do campo de visão, mas deixando intacta a visão periférica
Degeneração macular relacionada com a idade exsudativa, ou “úmida”
A designação de DMRI úmida deriva dos minúsculos vasos sanguíneos anormais que nascem por detrás da retina em direção à mácula e que derramam fluídos para os tecidos. Em consequência, a mácula fica lesionada, levando ao aparecimento da cegueira.
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Como é que a luteína está relacionada com a degeneração macular?
A degeneração macular é uma doença crônica. Começa a desenvolver-se à medida que vamos envelhecendo, embora normalmente só se manifeste bastante tarde. A degeneração macular é a principal causa de cegueira irreversível nos Estados Unidos da América, nas pessoas com mais de 65 anos de idade. A ingestão da dose de três a cinco porções de fruta e legumes por dia, tal como recomendado pela USDA Food Guide Pyramid, fornece a quantidade adequada de luteína—dose recomendada de 6 mg—que permite reduzir o risco de desenvolvimento desta doença. Os estudos realizados concluíram que apenas nove porcento dos norte-americanos consomem cinco porções de fruta e legumes por dia e, num dia normal, 11 porcento nem sequer consome fruta, sumo de fruta ou legumes.18 Assim, um suplemento dietético de alimentos ou bebidas contendo luteína pode ser usado como complemento da regime alimentar.
A luteína e a zeaxantina são os únicos carotenóides presentes na mácula. Contêm o pigmento macular, um pigmento amarelo que filtra a luz azul e protege a mácula das lesões provocadas pelos radicais livres.
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O que é a mácula?
A mácula lútea é uma pequena parte com apenas dois milímetros de largura, localizada na região posterior dos olhos, no meio da retina. A região central da lútea é conhecida por fóvea, e contém a concentração mais elevada de bastonetes e cones, É responsável pela visão central.

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Quem é suscetível à degeneração macular relacionada com a idade?
São vários os fatores que podem influenciar o risco de desenvolvimento de DMRI: idade, regime alimentar deficiente, exposição à luz solar, tabaco, hereditariedade, sexo, raça, cor dos olhos, consumo de álcool e doença cardíaca. Por exemplo, as pessoas com olhos azuis ou verdes, de pele branca ou mais idosas, as mulheres, os fumantes têm todos um risco mais elevado.
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O que posso fazer para me proteger contra a DMRI?
Embora não possamos alterar alguns fatores, como a idade, hereditariedade e sexo, alguns fatores de risco essenciais estão relacionados com o estilo de vida. Eis alguns conselhos: use óculos de sol e chapéu de abas largas para se proteger da luz solar direta ou refletida, faça uma alimentação rica em frutas e legumes de folha verde escuro que contêm luteína, deixe de fumar e reduza o consumo de álcool, gorduras saturadas e colesterol.
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A luteína pode ajudar a reduzir o risco de desenvolvimento de cataratas?
Os últimos dados comunicados pelo estudo Beaver Dam sobre a visão e que englobou adultos com idades compreendidas entre os 43 e 84 anos, sugere que o consumo de luteína e de zeaxantina pode reduzir a incidência de cataratas19 A luteína e a zeaxantina são os únicos carotenóides presentes no cristalino. 7
Chasan-Taber e colegas realizaram, entre 1980 e 1992, um estudo prospectivo em 77 466 enfermeiras com idades compreendidas entre os 45 e 71 anos. Os resultados mostram que as enfermeiras com um consumo mais elevado de luteína e de zeaxantina apresentavam um risco 22 porcento inferior de extração de cataratas, comparativamente às que ingeriram menor quantidade de luteína. Este estudo demonstrou igualmente que o consumo elevado de espinafre e couves, legumes verdes ricos em luteína, pode reduzir o risco de extração de cataratas. 5 Num estudo semelhante, Brown e colaboradores analisaram a associação entre a ingestão de carotenóides (alfa-caroteno, beta-caroteno, luteína, licopeno, beta-criptoxantina e licopeno) e de Vitamina A e a extração de cataratas em 36 344 profissionais de saúde do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 45 e 75 anos. Os investigadores descobriram que os homens com consumo mais levado de luteína e de zeaxantina apresentavam um risco 19 por cento inferior de extração de cataratas comparativamente aos homens com o consumo mais baixo. Além disso, entre os alimentos ricos em carotenóides, brócolis e espinafres, os legumes ricos em luteína, foram os que demonstraram ter uma associação mais forte com o risco mais baixo de cataratas. 4
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A luteína foi estudada em outras áreas da saúde humana?
Além da DMRI e das cataratas, existe evidência científica que sugere que a luteína pode reduzir o risco de desenvolvimento de outras doenças, como o canc
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Saúde da Pele
Que papel a luteína representa na saúde da pele?
Uma área de pesquisa que está surgindo é a do papel da luteína na saúde da pele. O mecanismo de ação na pele é considerado semelhante ao do olho, com a luteína protegendo a pele contra a absorção de comprimentos de onda de alta energia de luz-azul e eliminando os radicais-livres que podem ser produzidos na pele após a exposição agressiva à luz e ao ambiente. A ciência mostra que a ingestão de luteína através de alimentos ou suplementos pode ajudar a reduzir os danos por oxidação.
Foi provado cientificamente que a luteína:
- absorve a luz azul, 23
- elimina o estado de fotossintetizadores triplete, 24-25
- elimina o oxigênio singlete, 25-28 e
- inibe a peroxidação de lipídios. 29
- Esta lista de atividades demonstra os meios com que a luteína pode auxiliar na saúde da pele. Adicionalmente, estudos sugerem que a luteína pode ser eficaz auxiliando:
- a pele a reagir contra a proliferação celular induzida pela radiação ultravioleta, 17, 30
- a diminuir a inflamação e a imunossupressão induzidas pela radiação ultravioleta, 13 e
- inibir a fotocarcinogênese (em ao menos uma espécie animal).31
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Como as radiações UVA e UVB e a luz visível afetam a saúde da pele?
Os danos podem ocorrer em todas as camadas da pele como resultado da exposição ao ambiente.
21 Os comprimentos de onda mais curtos de luz ultravioleta, os UVB, foram mostrados penetrando somente a camada mais externa da pele, a epiderme. Por outro lado, os comprimentos de onda mais longos, os UVA, foram mostrados penetrando a epiderme até a derme. A luz visível pode penetrar toda a profundidade da pele. Sendo assim, a luz tem potencial para danificar toda a profundidade da pele. Esse dano pode estar associado à depleção do sistema antioxidante natural da pele.
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Saúde Cardiovascular
A luteína pode reduzir os riscos de doenças cardiovasculares?
O interesse na prevenção de doenças cardíacas pelos carotenóides deriva da descoberta em estudos epidemiológicos que indivíduos com consumo mais alto de frutas e vegetais têm um menor risco de doenças e ataques cardíacos coronarianos**
32,33. As populações mediterrâneas têm o mais baixo índice de mortalidade por doença cardíaca coronariana da Europa
34. Quando alimentos comuns na dieta mediterrânea foram analisados quanto ao conteúdo carotenóideo, foram detectados altos índices de luteína e se correlacionavam bem com os altos índices relativos de soro de luteína encontrados na população grega
35. Os autores deste estudo teorizam que isto pode contribuir para a baixa taxa de mortalidade por doenças cardíacas coronarianas apresentada por este grupo.
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Como a luteína protege contra doenças cardiovasculares?
O mecanismo exato da suposta habilidade da luteína de proteger contra doenças cardiovasculares é desconhecido até o momento; entretanto, três estudos (coletivamente conhecidos como O Estudo de Arteriosclerose de Los Angeles 8) publicados pelo Dr. James Dwyer na Universidade do Sul da Califórnia sugerem que o efeito protetor da luteína deve-se ao menos em parte a um mecanismo antioxidante.** Primeiramente, a pesquisa do Dr. Dwyer indicou que à medida que a concentração de luteína no plasma aumentava, o espessamento médio-intimal da artéria carótida diminuía em homens e mulheres. O espessamento médio-intimal da artéria carótida tem sido bastante associado aos riscos de doenças e ataques cardíacos coronarianos. Depois, ele incubou células endoteliais e de músculos lisos de aortas humanas com luteína e descobriu uma inibição significativa de reações inflamatórias de monócitos à LBD (Lipoproteína de Baixa Densidade) presa à pareda da aorta. Por fim, a pesquisa do Dr. Dwyer descobriu que a suplementação de luteína reduziu significativamente o tamanho das lesões arteroscleróticas no arco da aorta de camundongos que se sabia que tinham desenvolvido graves lesões arteroscleróticas.** Além disso, a luteína reduziu significativamente os níveis de marcadores de tensão oxidativa e de plasmas LDMB + LDI (Lipoproteína de Densidade Muito Baixa + Lipoproteína de Densidade Intermediária).** Estes resultados sugerem que pode haver um efeito positivo da luteína na progressão de arterosclerose precoce.**
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Saúde das Mulheres
Que papel a luteína representa na saúde das mulheres?
A luteína foi detectada tanto nos tecidos dos seios quanto nos cervicais/ovarianos 38,40. Vários estudos nos últimos anos relacionaram os carotenóides, incluindo a luteína, a baixos riscos de câncer de mama.**36,37,39,40 Estes estudos mostraram relações inversas entre a luteína do soro/plasma e os riscos de câncer de mama assim como a supressão da proliferação de células cancerosas in vitro.** O papel da luteína no tecido cervical/ovariano ainda não foi definido.
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Que papel a luteína representa na saúde da criança?
Outras funções da luteína no corpo que atualmente estão sendo investigadas incluem o papel da luteína durante a gestação e a lactação. Estudos indicaram que o nível de luteína aumenta no plasma durante a gestação, apesar de o motivo disso ainda não ter sido definido. A luteína foi também detectada no sangue do cordão umbilical após o parto e foi encontrada no colostro e no leite materno maduro. Teorizou-se que a luteína pode ser ativamente secretada no leite materno. Isto está baseado na descoberta de que os níveis de luteína e beta-caroteno no soro são iguais, mas os níveis de luteína são significativamente mais altos que os de beta-caroteno no leite materno. 42-46
**Essas afirmações não foram avaliadas pelo FDA (Food and Drugs Administration), órgão americano responsável pelo controle de remédios e alimentos nos Estados Unidos. Este produto não se destina ao diagnóstico, tratamento, à cura ou prevenção de qualquer doença.
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